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VÃO

Quando vejo do além surgir franquezas,
é que me contamino,
e ensaio vozes.

Debalde, em riste um coro
a entoar verdades infundadas.
Que nada, nada elucidam.

Nada!
A não ser meus enganos.

Cerro meus olhos,
ergo minha fala:
dou um fim ao propósito
pelo qual ainda permaneço.

E, atento, atiro-me

                                                           ao mar.

Feira de Santana, 16/11/2018

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