Há tanta alegria
nos bordéis,
tantas cores.
Fugaz sensação,
e tempestade.
Que ora floresce
ou folhas secas revela.
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DELEITE
NÚ
Não quero estar certo.
Abdico-me dos anéis e das coroas.
Dos sinais sagrados, que, embora consagrados sangram. Vou sendo, apenas impermanência.
CONTRASTE
Tem olho que é cego,
mas sonha em ver.
Que interpreta errado,
ou deixa como está.
- O nada, o acaso
e o elementar.
Tem olho valente,
Tem olho valente,
forjado por natureza,
Quando pode:
- Suas vontades.
No contraste:
- Estrela.
RE-LAÇOS AÇÃO
I
Submissão permissiva.
- - Contrato de
possessão.
(...)
Inversão magnética,
vibrações sintéticas.
Causa particular:
- Sócio peculiar.
II
E então incomoda:
- Projeção
catastrófica.
Desejo:
- O paladar
social.
Desfaz o caráter, moral
Necessidade humana, carnal.
Guilhotina a razão,
banal.
04:14
Escuto Chorona.
Em minha frente há um abajour
que aponta para uma parede.
Parei.
Tentei ressuscitar um cigarro no cinzeiro,
mas sem sucesso.
Ou não tentei o suficiente.
Então, olhei a parede
- Ela tem uma textura.
Também é um palco
e a estrela é uma mosca
que dança.
feliz ou desesperada, talvez,
mas dança!
Vai e volta,
como quem goza de um holofote.
Me observo,
Não sei se sou herói ou um degradado.
O pensamento me assalta outra vez:
O que seria se não fosse isso?
E se não fosse o que foi?
O que a mosca pensa sobre mim?
(...)
Chego a conclusão que pensamentos são inúteis,
Melhor tentar outro cigarro.
O que importa agora são as canções que me acariciam,
que me fazem companhia,
que me afagam como um abraço de mãe,
e a mosca.
Feira de Santana, 22/04/2021
Em minha frente há um abajour
que aponta para uma parede.
Parei.
Tentei ressuscitar um cigarro no cinzeiro,
mas sem sucesso.
Ou não tentei o suficiente.
Então, olhei a parede
- Ela tem uma textura.
Também é um palco
e a estrela é uma mosca
que dança.
feliz ou desesperada, talvez,
mas dança!
Vai e volta,
como quem goza de um holofote.
Me observo,
Não sei se sou herói ou um degradado.
O pensamento me assalta outra vez:
O que seria se não fosse isso?
E se não fosse o que foi?
O que a mosca pensa sobre mim?
(...)
Chego a conclusão que pensamentos são inúteis,
Melhor tentar outro cigarro.
O que importa agora são as canções que me acariciam,
que me fazem companhia,
que me afagam como um abraço de mãe,
e a mosca.
Feira de Santana, 22/04/2021
CONCLUSÃO
Tenho medo e tenho fé.
Aprendi mais
quando desisti.
Agora só observo.
E observando,
permaneço.
Aprendi a saborear a impermanência.
Constante,
única
e louca.
Feira de Santana, 22/04/2021
Aprendi mais
quando desisti.
Agora só observo.
E observando,
permaneço.
Aprendi a saborear a impermanência.
Constante,
única
e louca.
Feira de Santana, 22/04/2021
INSÔNIA
Não gosto do amanhecer.
Muito menos do canto dos galos.
Gosto do que o antecede.
Da manifestação do meu silêncio
perante o sonífero leito dos céticos.
Em meu entretenimento obscuro
cumprimento-me três vezes no espelho
E me entrego às torturas
das horas que me restam
Feira de Santana, 10/04/2020
Muito menos do canto dos galos.
Gosto do que o antecede.
Da manifestação do meu silêncio
perante o sonífero leito dos céticos.
Em meu entretenimento obscuro
cumprimento-me três vezes no espelho
E me entrego às torturas
das horas que me restam
Feira de Santana, 10/04/2020
SOMBRA
Não pretendo agradá-lo
Por mais que eu entenda você,
serei seu contraponto.
Semearei o desespero,
Quebrarei seu equilíbrio.
Você não vai gostar de mim
mas não vai me censurar.
Não pelo que eu digo
Ou lhe confesso.
Mas por que revelo-te,
adorno as tentações
e livro-o das culpas.
Feira de Santana, 10/04/2020
Por mais que eu entenda você,
serei seu contraponto.
Semearei o desespero,
Quebrarei seu equilíbrio.
Você não vai gostar de mim
mas não vai me censurar.
Não pelo que eu digo
Ou lhe confesso.
Mas por que revelo-te,
adorno as tentações
e livro-o das culpas.
Feira de Santana, 10/04/2020
NÓ
Eu que me encontro
e me perco.
Que aprendi a tear.
Sei ser cego quando posso
sei ser mudo e me calo.
Sei sentir:
me convém.
Não sei ser outro.
Nem sei
se devo.
Feira de Santana, 26/03/2020
e me perco.
Que aprendi a tear.
Sei ser cego quando posso
sei ser mudo e me calo.
Sei sentir:
me convém.
Não sei ser outro.
Nem sei
se devo.
Feira de Santana, 26/03/2020
DESPACHO
A noite é para os sãos.
Aos que curam feridas
e remoem flagelos:
A madrugada.
Aos sedentos
de almas brandas,
A madrugada.
aos que enterram corpos
e aos que cheiram pó,
nada basta.
Feira de Santana, 26/03/2020
Aos que curam feridas
e remoem flagelos:
A madrugada.
Aos sedentos
de almas brandas,
A madrugada.
aos que enterram corpos
e aos que cheiram pó,
nada basta.
Feira de Santana, 26/03/2020
CONSENSO
Na dúbia fugacidade dos homens,
permeio.
Enlouqueço.
Com a paz ameaçada,
aceito tratados.
(Impostos)
Vendo a alma ao diabo.
Feira de Santana, 26/03/2020
permeio.
Enlouqueço.
Com a paz ameaçada,
aceito tratados.
(Impostos)
Vendo a alma ao diabo.
Feira de Santana, 26/03/2020
CONFLITO
A dor que dilacera
me revela.
Não o que temo,
mas o que nego.
Tampouco o que busco,
mas encontro.
Devasto minha pleura.
Formidável sabor.
Nem caos, nem ordem.
Feira de Santana, 26/03/2020
me revela.
Não o que temo,
mas o que nego.
Tampouco o que busco,
mas encontro.
Devasto minha pleura.
Formidável sabor.
Nem caos, nem ordem.
Feira de Santana, 26/03/2020
ANTEPASTO
Prefiro a eterna incerteza
de estar aquém
daquilo em que estou.
Pois,
o salto da dúvida
não envaidece os suores
Mas corrobora o labor.
Seabra, 09/08/2019
de estar aquém
daquilo em que estou.
Pois,
o salto da dúvida
não envaidece os suores
Mas corrobora o labor.
Seabra, 09/08/2019
CIDADE
Nas suas curvas,
o silêncio rompido.
Corrompido.
Em cada canto seu
regozijam-se em flerte
a ganância e a vaidade.
Mas você não perdoa,
você já não se importa,
você não dá a mínima!
Promíscua e compulsiva,
a todos devora!
Em troca da minha devoção,
mil razões que alucinam,
mil certezas inacabadas.
Da música que não se escuta,
um mantra de promessas fúteis
fecunda a loucura dos homens
Feira de Santana, 16/12/2018
o silêncio rompido.
Corrompido.
Em cada canto seu
regozijam-se em flerte
a ganância e a vaidade.
Mas você não perdoa,
você já não se importa,
você não dá a mínima!
Promíscua e compulsiva,
a todos devora!
Em troca da minha devoção,
mil razões que alucinam,
mil certezas inacabadas.
Da música que não se escuta,
um mantra de promessas fúteis
fecunda a loucura dos homens
Feira de Santana, 16/12/2018
CASTIGO
Não lastimo minhas dores,
tenho de suportá-las.
Não entrego minhas sentenças
a quem tem piedade.
Cultivo-as.
Mas não as quero (mais).
E por que sei da minha imperfeição
eu teimo.
Feira de Santana, 30/11/2018
tenho de suportá-las.
Não entrego minhas sentenças
a quem tem piedade.
Cultivo-as.
Mas não as quero (mais).
E por que sei da minha imperfeição
eu teimo.
Feira de Santana, 30/11/2018
CHORO
Saboreio a tez amarga em minha pele:
Meu deslumbre.
Minha eterna penitência,
Já não a temo mais.
Convivo convicto que das dores
brotaram mil rosas.
Mil botões
Num beco fétido e escuro,
em conluio,
o meu pior.
Feira de Santana, 27/11/2018
Meu deslumbre.
Minha eterna penitência,
Já não a temo mais.
Convivo convicto que das dores
brotaram mil rosas.
Mil botões
Num beco fétido e escuro,
em conluio,
o meu pior.
Feira de Santana, 27/11/2018
PARTIDA
Na altura do umbigo,
o parapeito.
Nas desilusões, mil razões
pelas quais se emancipam as almas.
Pelas dores, a amnésia
que corrobora com o desatino.
Pela coragem,
a covardia do ato consumado.
É fértil a terra, ventre.
o parapeito.
Nas desilusões, mil razões
pelas quais se emancipam as almas.
Pelas dores, a amnésia
que corrobora com o desatino.
Pela coragem,
a covardia do ato consumado.
É fértil a terra, ventre.
que tudo dá
e arrebata.
Feira de Santana, 27/11/2018
e arrebata.
Feira de Santana, 27/11/2018
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